Monday, December 31, 2007

«Ponte para o Sempre»

Hoje é o ultimo dia do ano de 2007. Para mim não faz grande diferença de ontem, ou de amanhã. Mas acredito que no início de cada ciclo devemos por fora o que nao convém e dar passos novos..um de cada vez. Fica aqui a minha mensagem para 2008...

«A Ponte para o Sempre»

« Pensamos que às vezes não restou um só dragão. Não há mais qualquer bravo cavaleiro nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.
Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.
É um prazer estar enganado. Princesas e cavaleiros encantamentos e dragões mistério e aventura, não existem apenas aqui e agora...continuam a ser tudo o que já existiu neste mundo. No nosso século só mudaram de roupagem.
As aparências tornaram-se tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem esconder-se uns dos outros... podem esconder-se até de si mesmos. Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram em sonhos para dizer que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões... Que uma descarga de fogo azul nos envolve agora a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos. Não somos poeira, somos magia!» Richard Bach (Fernao Capelo Gaivota)

Gosto muito deste texto. Porque me faz acreditar, no meio de tantas nuvens negras, pessimismo, desencanto e falta de originalidade que abundam pelo mundo, que ainda podemos acreditar em príncipes e princesas. Que, enquanto houver mundo, haverá magia. Que as princesas e os príncipes podem ter roupas diferentes, nomes diferentes, palácios de formatos diferentes. Mas que, bem no fundo, todos temos sonhos e quem sonha não pode deixar de acreditar no impossível, lutar para atingir metas, ter a esperança como seta nos caminhos da vida. E assim sendo, arriscar cometer erros, cair, magoar-se, mas VIVER.
Na vida há dragões: há momentos em que não apetece continuar em frente, em que o dia a dia é uma monotonia interminável, a que se segue outra monotonia igual; há alturas em que as dores, os problemas, as angústias, andam em circulo e massacram a paciência, a vontade, a alma… há dragões com rostos humanos, há sempre aqueles que nos decepcionam, nos viram as costas, nos passam um rasteira, nos abandonam.
Mas há, também, os que nos estendem a mão ou nos abraçam. Há oportunidades únicas que surgem. Há acasos cheios de sentido. Há dias com o céu azul, com o sol a brilhar. Há sempre a possibilidade de mudarmos o que nos perturba, o que já não nos serve, o que se tornou uma prisão, se dermos o primeiro passo.
Começo a chegar a uma conclusão: os problemas que mais nos atormentam, nunca irão embora enquanto não assumirmos a nossa responsabilidade por eles. Tudo o que nos acontece tem um motivo e os mesmos testes serão repetidos, numa roda sem fim, enquanto não descobrirmos uma nova resposta para o mesmo problema. Seja qual for o problema, é a nossa atitude perante ele que o pode perpetuar ou aniquilar. Os problemas não mudam, nós é que podemos mudar a perspectiva que temos deles. E vencê-los…
Sei, porque o sinto na pele, que aquilo de que fujo, me aparece noutra esquina, com outro «rosto», mas com a mesma força virulenta. Sei que as resoluções difíceis que evito, não param de me importunar até que as enfrente, com medo mas também com determinação. Sei que ninguém pode decidir ser feliz por mim, escolher o que mais me convém na minha vez, lutar as minhas lutas, rir o meu riso, chorar as minha lágrimas. Mas sei não estou sozinha…há príncipes e princesas e no palácio do mundo todos os que se arriscam a viver as mudanças que são convidados a viver, que assumem o que sentem e o que são, que enfrentam os seus «dragões» e os vencem, um a um, não fugindo deles, descobrem que os escudos mais eficazes moram cá dentro. Constroem-se com paciência, com persistência, com os pés na terra e o coração no universo. E só assim descobrimos, no meio do deserto da vida, que não somos poeira…somos magia!
Deixo-vos com algumas frases que escolhi e que são um estímulo a acreditar nos sonhos, na vida, nas princesas e nos príncipes que nos vestem a alma, se assim escolhermos acreditar. São o meu voto de um bom ano para todos os que neste momento me estão a ler. E são uma forma de agradecimento a todos os que, durante este ano difícil de 2007 estiveram a meu lado, funcionando como um escudo extra contra os dragões que tive de enfrentar.

«A vida é um enorme, grandioso quadro; atira-lhe com toda a tinta que puderes» Denny Kaye
«Daqui a vinte anos estarás mais desiludida pelas coisas que não fizeste do que pelas coisas que fizeste. Por isso iça todas as velas. Navega para lá do porto seguro… Explora. Sonha. Descobre.» Mark Twain
«Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo» Walt Disney
«Quando alguém me diz que há algo que não posso fazer «porque»…já não estou mais a ouvir» Florence G. Joyner
«Que outra razão haveria para te levantares, de manhã, a não ser para te libertares?» Ann McMaster
«Não tenhas medo de dar grandes passos. Não podes atravessar um precipício em dois passinhos» David Lloyd George
«O que mais gosto de fazer é ir onde nunca fui» Diane Arbus
«Ainda não fui a todo o lado, mas está na minha lista» Susan Sontag
«No interior de cada um está o potencial para construir o império dos nossos desejos; e não permitas a ninguém que te diga que não os podes ter todos. Tu podes sim, podes tê-los todos» Estée Lauder

Um ano de 2008 absolutamente mágico que fique como uma «ponte para o sempre», o seu amanhã!

Tuesday, December 18, 2007

Mensagem de Natal 2007

«Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente eu não diria tudo o que penso! Mas, certamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco... Sonharia mais... pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz. Andaria quando os demais parassem...Acordaria quando os outros dormissem... Escutaria quando os outros falassem... E saborearia um bom sorvete de chocolate. Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, jogar-me-ia ia de bruços no solo deixando a descoberto não apenas o meu corpo, como a minha alma.
Deus meu! Se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol nascesse. Pintaria com um sonho de Van Gogh nas estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat. Seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu! Se eu tivesse um pedaço de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas: amo-te , amo-te ! Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor. Aos homens... provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem! Sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança...daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha... sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
Johny Welch - Marioneta de Trapo»

Eu não sei se sou como uma «marioneta de trapo», mas sei que me identifico com ela. Nos anseios, nos desejos, nos «ses». E como cada vez mais acredito que a vida nos devolve aquilo em que acreditamos, o meu desejo para cada um de vós, ao terminar este ano de 2007, é que desistam dos vossos «ses» e ousem ser tudo o que sonham ser. Hoje, hoje mesmo! Sem ter medo do medo, sem perder um minuto ou uma única oportunidade. Ousando dizer não ou sim, com a convicção da alegria. Não forçando nunca um sorriso, mas sorrindo com a alma em cada um dos sorrisos. Desejo que não desejem, mas façam. Que não lamentem, mas sigam em frente, abraçando cada erro que serviu de degrau para irem mais além. Que não lamentem os erros, as lágrimas, as cicatrizes, as perdas. Tudo têm uma razão de ser e tudo aquilo que começamos a aceitar deixa de ter o poder de nos magoar ou controlar. Desejo que voem como as águias, sem limites, sem cansaço, sem monotonia, porque viver é a maior e mais fascinante aventura que se pode imaginar, e só o facto de estarmos vivos, faz de cada um de nós, um privilegiado! Mas, sobretudo, amem com a paixão das tempestades e vivam como se não houvesse mais nenhum dia. E verão, estou certa disso, como todas as prioridades ficam mais simples e mudam…sem que os «ses» se intrometam…
Um abraço com a alma,
Any