«Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente eu não diria tudo o que penso! Mas, certamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco... Sonharia mais... pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz. Andaria quando os demais parassem...Acordaria quando os outros dormissem... Escutaria quando os outros falassem... E saborearia um bom sorvete de chocolate. Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, jogar-me-ia ia de bruços no solo deixando a descoberto não apenas o meu corpo, como a minha alma.
Deus meu! Se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol nascesse. Pintaria com um sonho de Van Gogh nas estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat. Seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu! Se eu tivesse um pedaço de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas: amo-te , amo-te ! Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor. Aos homens... provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem! Sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança...daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha... sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
Johny Welch - Marioneta de Trapo»
Eu não sei se sou como uma «marioneta de trapo», mas sei que me identifico com ela. Nos anseios, nos desejos, nos «ses». E como cada vez mais acredito que a vida nos devolve aquilo em que acreditamos, o meu desejo para cada um de vós, ao terminar este ano de 2007, é que desistam dos vossos «ses» e ousem ser tudo o que sonham ser. Hoje, hoje mesmo! Sem ter medo do medo, sem perder um minuto ou uma única oportunidade. Ousando dizer não ou sim, com a convicção da alegria. Não forçando nunca um sorriso, mas sorrindo com a alma em cada um dos sorrisos. Desejo que não desejem, mas façam. Que não lamentem, mas sigam em frente, abraçando cada erro que serviu de degrau para irem mais além. Que não lamentem os erros, as lágrimas, as cicatrizes, as perdas. Tudo têm uma razão de ser e tudo aquilo que começamos a aceitar deixa de ter o poder de nos magoar ou controlar. Desejo que voem como as águias, sem limites, sem cansaço, sem monotonia, porque viver é a maior e mais fascinante aventura que se pode imaginar, e só o facto de estarmos vivos, faz de cada um de nós, um privilegiado! Mas, sobretudo, amem com a paixão das tempestades e vivam como se não houvesse mais nenhum dia. E verão, estou certa disso, como todas as prioridades ficam mais simples e mudam…sem que os «ses» se intrometam…
Um abraço com a alma,
Any
Tuesday, December 18, 2007
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